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| Nova geração da Alemanha encanta e goleia |
| Futebol - Copa do Mundo |
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Mais jovem, mais ofensiva, mais íntima da bola. É cedo, a Austrália não é lá grande coisa, mas fica no ar a impressão de que surge uma nova Alemanha: tão capaz de ser campeã quanto as anteriores e dona de um futebol bonito que não era visto desde seu último título, em 1990, com Matthäus e Klinsmann. Neste domingo, no estádio Moses Mabhida, em Durban, os tricampeões do mundo golearam os Socceroos por 4 a 0 e mostraram ao planeta o melhor desempenho dos primeiros três dias de Copa do Mundo. Podolski e Klose, ainda no primeiro tempo, abriram o placar, fechado por Müller e pelo brasileiro naturalizado alemão Cacau na etapa final. O meio-campo encantou. O diferencial da Alemanha esteve no miolo do time, na capacidade de criação de jogadores como Khedira, Müller e, em especial, Özil, garoto de 21 anos do Werder Bremen, grande aposta de futuro gordo em conquistas para o futebol alemão. A Austrália, na contramão do adversário, deu sinais de que não irá longe. Pior: perdeu Cahill, seu principal jogador, na etapa final, expulso. Com a vitória, os europeus assumiram a liderança do Grupo 4 do Mundial, com os mesmos três pontos de Gana, mas à frente dos africanos no saldo de gols. Os alemães voltam a campo na sexta-feira, em Porto Elizabeth, contra a Sérvia. A Austrália, um dia depois, encara Gana em Rustemburgo. Sai a disciplina, entra a criatividade: Alemanha na frente Lukas Podolski, um tiro de canhota, uma bomba de couro, uma ameaça de morte ao goleiro Schwarzer. Eram oito minutos do primeiro tempo quando a Alemanha pulou na frente. E não foi em um balão para a área, em busca de um grandalhão qualquer para cabecear. Nada disso. Foi uma jogada lapidada com pés de artistas. De Özil para Müller, de Müller para a área, de Podolski para o gol. Sempre com o pé, sempre trabalhado: 1 a 0 para a Alemanha. E não é que a Austrália começou melhor? Em sua terceira Copa, a seleção da Oceania triangulou, tramou jogadas, teve infiltração. Por alguns minutos, tratou a bola como um canguru trata seus filhotes. Azar dos Socceroos que o gol não saiu. Cahill, com quatro minutos, desviou de cabeça. Lahm cortou. Garcia tentou completar, mas sem sucesso. E aí veio o gol da Alemanha. E tudo mudou. A Austrália até teve outras duas chances de gol, mas desperdiçou ambas. Pagou caro. Klose, depois de perder duas seguidas, fez o que um centroavante é obrigado a fazer: não desperdiçar a terceira. Lahm, ótimo lateral, cruzou com rara precisão. Schwarzer saiu do gol com aquele jeitão de quem pergunta “o que eu tô fazendo aqui?”. E Klose marcou. Chegou antes, desviou de cabeça, fez seu 11º em Copas e passou a ficar apenas quatro atrás de Ronaldo como maior artilheiro dos Mundiais. A Alemanha tem futebol. Tem bola. Khedira, volante, parece ter a capacidade de multiplicação. Özil, meia de chegada, deve ter prometido, em algum momento, que jamais erraria um passe na vida. Müller pegou uma vaga e uma camisa que eram de Ballack e mostrou que os alemães podem esquecer um pouco o antigo capitão. Surgiu uma Alemanha com estilo brasileiro na Copa: qualidade técnica em vez de força; criatividade no lugar da disciplina quadrada de outros tempos. Outros gols poderiam ter saído ainda no primeiro tempo. Özil recebeu livre dentro da área, deu um toquezinho por cima do goleiro (lance reservado a quem sabe jogar futebol) e ficou na esperança do gol. Neill cortou quase em cima da linha. Pouco depois, Khedira, o múltiplo, apareceu como centroavante para desviar de cabeça. Quase. Expulsão de Cahill sepulta a Austrália Na etapa final, a Austrália voltou um tanto mais disposta. O time adiantou a marcação e conseguiu, por poucos minutos, o domínio territorial do jogo. Tudo foi por terra aos 11 minutos, quando o atacante Cahill fez falta em Schweinsteiger e levou o cartão vermelho direto. Os australianos reclamaram do rigor da arbitragem, mas de nada adiantou. Com um homem a mais, a Alemanha voltou a voar. E o terceiro gol não demorou muito a acontecer. Aos 23 minutos, Müller avançou pelo meio, limpou a marcação com um come humilhante e bateu rasteiro para fazer 3 a 0. Parada resolvida, o técnico Joachim Löw passou a mexer na equipe. Klose deu lugar a Cacau, que logo depois de entrar fez o quarto gol da Alemanha, aproveitando um passe de Özil. Muita festa por parte do brasileiro naturalizado, que apontou para o céu quando comemorava o gol que marcou. Depois de Klose, foi a vez de Özil, um dos grandes destaques do jogo, ser sacado no time alemão. Mario Gómez entrou para levar o jogo até o fim. Entregue, a Austrália se limitou a gastar o tempo e a evitar que a goleada aumentasse. No fim, o 4 a 0 e festa alemã em Durban. ALEMANHA 4 X 0 AUSTRÁLIA ALEMANHA: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Badstuber; Schweinsteiger, Khedira, Müller, Özil (Mario Gómez) e Podolski (Marin); Klose (Cacau). Técnico: Joachim Löw. AUSTRÁLIA: Schwarzer, Wilkshire, Moore, Neill e Chipperfield; Valeri, Grella (Holman), Emerton (Jedinak), Culina e Garcia (Rukavytsya); Cahill. Técnico: Pim Verbeek. Gols: Podolski, aos 8, e Klose, aos 26 minutos do primeiro tempo; Müller, aos 23, e Cacau, aos 25 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Özil, Cacau (ALE), Neill e Moore (AUS). Cartão vermelho: Cahill (AUS). Estádio: Moses Mabhida, Durban (AFS). Data: 13/06/2010. Árbitro: Marco Rodriguez (MEX). Assistentes: José Luis Camargo (MEX) e Alberto Morin (MEX). Fonte: www.globo.com |






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