Quarta, 16 Junho 2010 16:21    PDF Print E-mail
Deu Zebra Suiça
Futebol - Copa do Mundo
A Espanha é a típica seleção que parece sempre destinada a colocar os pés em uma Copa do Mundo para deixar mais perguntas do que respostas. O que acontece com a Fúria quando a chapa esquenta? De que serve tanto talento e tão pouco resultado? Algum dia será realmente possível ver esse país conquistar o mundo? No que depender da Suíça, não. Com um sistema defensivo muito bem armado, o time surpreendeu positivamente o planeta com uma vitória por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Durban. E mais: são oito horas sem sofrer gols em Copas. Em 2006, fez quatro jogos e saiu intacta (foi eliminada nas oitavas, nos pênaltis). Os espanhóis voltam a lidar com seu maior trauma em um Mundial: prometer muito e cumprir pouco.

Gelson Fernandes, nascido em Cabo Verde, fez o gol da maior zebra que circulou pela Copa do Mundo na primeira rodada. A Espanha foi muito superior, controlou o jogo todo, mostrou um futebol vistoso, mas jamais conseguiu furar a forte defesa adversária. Foi a primeira vez na história em que a Suíça bateu a Espanha. “Um dia vai acontecer”, havia dito o técnico Ottmar Hitzfeld um dia antes da partida.

Com o resultado, a Suíça é líder do Grupo H da Copa do Mundo, ao lado do Chile, que bateu Honduras pelo mesmo placar horas antes. A Fúria volta a campo na segunda-feira, dia 21, em Joanesburgo, contra os hondurenhos. Os suíços, no mesmo dia, enfrentam os chilenos.

Bom futebol, mas cadê o gol, Fúria?

Em algum ponto da constituição espanhola deve estar escrito que é proibido tirar a bola do chão. Balões, bicos para longe, lançamentos lotéricos, tudo isso só é liberado em casos de urgência extrema. A verdade é que essa Espanha joga o melhor tipo de futebol: aquele que une técnica com organização, que casa o talento com a dinâmica.

Está na matemática a explicação para o jogo da Espanha no primeiro tempo contra a Suíça. Com Busquets, Xavi, Xabi Alonso, Iniesta e David Silva, a Fúria não tem cinco jogadores no meio: são dez, são 15, são múltiplos. Eles não se aquietam, não criam moradia em alguma parte específica do campo. A turma de Vicente del Bosque se movimenta como se tivesse formigas dentro dos meiões.

Foi por tudo isso que só deu Espanha no primeiro tempo. Mas faltou algo. Pior: faltou o principal. Cadê o gol, Fúria?

Faltou efetividade a uma Espanha amplamente dominadora na etapa inicial. Houve repetidas chances de gol, mas elas não foram das mais claras. Uma boa infiltração de David Villa, chutes cruzados de David Silva e Sérgio Ramos, tentativa de longe de Iniesta, nada de muito assustador. Chance boa mesmo, daquelas de levantar a torcida, só aos 23 minutos. Iniesta acionou Piqué na área. O zagueiro cortou Grichting e mandou o chute. O goleiro Benaglio saiu bem para abafar.

A Suíça não conseguiu atacar. Com aquele mesmo jeitão de quem não levou um gol sequer em quatro jogos na Copa de 2006, soube segurar a onda espanhola. A única oportunidade de gol do time treinado por Ottmar Hitzfeld foi em cobrança de falta de Ziegler. Casillas caiu bem para defender. No fim, o que mais chamou a atenção nos suíços no primeiro tempo foi a lesão de Senderos. O zagueirão se machucou após dividida com Lichtsteiner. Não teria nada de excepcional no lance se o tal do Lichtsteiner também não fosse suíço...

Senderos saiu de campo desolado, incrédulo com o que estava acontecendo. De fora, viu a Espanha seguir pressionando. Villa, em arrancada pela esquerda, fez Von Bergen quase chegar a Zurique com um carrinho todo atrapalhado. Na hora da conclusão, o atacante do Valência tentou encobrir Benaglio, mas errou o alvo. Cadê o gol, Fúria?

Incrível! Suíça derruba a favorita

Mais perguntas do que respostas, mais dúvidas do que certezas. Foi o que passou pela cabeça dos espanhóis quando Gelson Fernandes, na largada do segundo tempo, aproveitou bobeada da zaga vermelha para colocar a Suíça na frente. O lance começou em um tiro-de-meta cobrado por Benaglio, passou por um desvio de cabeça no meio, teve sequência na corrida de Derdiyok, seguiu com a trapalhada dos zagueiros e terminou com o toque final de Fernandes. Piqué, sentado no chão, com um corte no rosto, era a imagem mais contraditória possível diante da euforia suíça.

Restou à Espanha partir ao ataque. A saída de Busquets, um volante, para a entrada de Fernando Torres, um atacante, deu o aviso de que era tudo ou nada para a Fúria. Os favoritos incrementaram a pressão, abafaram, testaram o goleiro uma vez atrás da outra. Villa, Torres, Iniesta, todos tentaram. Xabi Alonso, de fora da área, fez o travessão tremer, fez o Moses Mabhida inteiro balançar, com uma pancada sem tamanho. E nada.

Nada, nada e nada. A Suíça, quanto mais a Espanha atacava, mais avisava que até poderia fazer o segundo gol. Faltou muito pouco para realmente acontecer. Derdiyok partiu em disparada no contra-ataque, tirou a defesa para dançar e deu um toque lindo, com o lado de fora da chuteira, no contrapé de Casillas. A bola beijou a trave. Seria um golaço.

O desenho do jogo seguiu o mesmo, sem novos rabiscos drásticos, com a Suíça na dela, à espreita, e a Espanha abafando. Iniesta, lesionado, deu lugar a Pedro. Mas ficou na mesma, com aquelas perguntas martelando na mente espanhola: cadê o gol, Fúria? Cadê a vitória?

ESPANHA 0 X 1 SUÍÇA   


ESPANHA: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Busquets (Fernando Torres), Xabi Alonso, Xavi e Iniesta (Pedro); David Silva (Navas) e David Villa.     
Técnico: Vicente del Bosque.

SUÍÇA: Benaglio, Lichtsteiner, Grichting, Senderos (Von Bergen) e Ziegler; Inler, Huggel, Gelson Fernandes e Barnetta (Eggimann); Nkufo e Derdiyok (Yakin).
Técnico: Ottmar Hitzfeld

Gols: Gelson Fernandes, aos seis do segundo tempo.
Cartões amarelos: Grichting, Ziegler e Benaglio (Suíça).
Estádio: Moses Mabhida (em Durban).
Data: 16/06/2010.
Árbitro: Howard Webb (ING).
Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING).

Fonte: www.globo.com
 
Banner

Vôlei

Presidente e oposto da Ulbra/São Caetano, o famoso ‘Gilsão mão de pilão’ foi decisivo na vitória da equipe sobre o Santo André por 3 sets a 2.

Surfe

Adriano de Souza, o Mineirinho, teve a dura missão de enfrentar o compatriota e amigo Jadson André para ir às oitavas de final da etapa de abertura do Circuito Mundial, na Gold Coast australiana.

Basquete

Após passar a maior parte da partida desta terça-feira liderando o placar em seu ginásio US Airways Center, no Arizona, o Phoenix Suns vacilou no final, e acabou caindo para o Charlotte Bobcats na prorrogação, por 114 a 109.

Esportes Radicais

Maya Harrison teve de esperar duas semanas, mas enfim terá sua estreia nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver.

Your are currently browsing this site with Internet Explorer 6 (IE6).

Your current web browser must be updated to version 7 of Internet Explorer (IE7) to take advantage of all of template's capabilities.

Why should I upgrade to Internet Explorer 7? Microsoft has redesigned Internet Explorer from the ground up, with better security, new capabilities, and a whole new interface. Many changes resulted from the feedback of millions of users who tested prerelease versions of the new browser. The most compelling reason to upgrade is the improved security. The Internet of today is not the Internet of five years ago. There are dangers that simply didn't exist back in 2001, when Internet Explorer 6 was released to the world. Internet Explorer 7 makes surfing the web fundamentally safer by offering greater protection against viruses, spyware, and other online risks.

Get free downloads for Internet Explorer 7, including recommended updates as they become available. To download Internet Explorer 7 in the language of your choice, please visit the Internet Explorer 7 worldwide page.